Aristóteles assiste a Vale Tudo

Aristóteles criou as regras da boa trama — mas, se visse a nova Vale Tudo, desligaria a TV. Em vez de heróis e catarse, sobrou um elenco de cínicos perdidos num enredo sem alma. A novela virou o retrato perfeito de um tempo em que ninguém aprende nada — e tudo soa falso.

Opinião, cada um tem a sua (II)

“A imagem é dividida em duas partes. À esquerda, um comício: um orador de terno fala em um púlpito, erguendo o punho, enquanto uma multidão levanta os braços e segura cartazes, simbolizando a voz do povo e a democracia. À direita, aparecem um piloto de uniforme e um médico de jaleco com estetoscópio, observados por um homem pensativo, representando a confiança em especialistas.”

Opiniões têm limites: especialistas e instituições decidem sobre saberes técnicos, mas, nas escolhas de vida e política, a democracia e a liberdade de expressão devem prevalecer.